quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Carta Aberta sobre Valores Humanos e Ambientais no Brasil


Carta Aberta sobre Valores Humanos e Ambientais no Brasil
Outubro de 2018


Em 21 de Outubro de 2018, o Centro de Estudos Budistas Bodisatva (CEBB), na sua sede em Viamão, Rio Grande do Sul, convidou representantes de diferentes organizações religiosas, movimentos sociais, entidades não governamentais, representantes do poder público, lideranças indígenas e pessoas em geral, com a presença de cerca de 100 pessoas no local e 200 acompanhando virtualmente, para uma conversa aberta sobre a promoção dos valores humanos e ambientais no contexto político e social atual.
Acreditamos que, especialmente em tempos de acirramentos e tensões, é importante enfatizarmos a continuidade de diálogos abertos entre diferentes pessoas e setores da sociedade, a fim de constituir terreno comum entre as diferentes visões religiosas e não religiosas, filosóficas, científicas, políticas e sociais, que nos guiem à ação a partir de valores e princípios elevados. No movimento do CEBB, esse encontro constitui mais um capítulo de encontros abertos sobre cultura de paz, saúde, educação, auto-organização, reencantamento e redes, que acontecem aqui desde o ano 2000.
A partir das conversas neste dia, convergimos em alguns valores fundamentais que acreditamos ser importante retomar e sustentar neste momento. Eles podem ser sumarizados nos seguintes pontos:

1. Vida humana sustentável e preciosa. Bem-estar físico, emocional e social. Redes humanas assentadas em compaixão, pacificação, valorização, respeito e lucidez.
2. Cultura de paz, em todos os níveis e em todos os lugares. Nos opomos a posturas autoritárias, sectárias, armamentistas e violentas nas disputas políticas e no convívio social. Que não seja uma paz de conivência silenciadora, mas a paz que nos permite falar e ouvir com abertura e interesse. Nos opomos a visões e não a pessoas; não temos inimigos.
3. Justiça social e liberdade. Acesso amplo às condições básicas (físicas, emocionais e sociais) de apoio à vida: infraestrutura básica; alimentação de qualidade; saúde integrada e preventiva; segurança física e emocional; justiça ampla e restaurativa; educação que inclua o livre pensar, o respeito à diversidade, o mundo interno e as emoções; liberdade de movimento, pensamento e expressão.
4. Movimentos não sectários. Valorização das diferentes culturas e expressões que compõem nossa sociedade, incluindo os povos tradicionais, as expressões e modos de vida de matriz africana, as diferentes culturas e religiões, as mulheres, as diferentes expressões de gênero, sexualidade e afeto. Uma postura que vá além da tolerância: que inclua generosidade, respeito e um interesse genuíno por todos os humanos.
5. Proteção, apreciação e reconexão com o meio ambiente, a partir da consciência da interdependência entre toda a vida na Terra e da compreensão dos impactos de nossos movimentos nos diferentes grupos humanos, nos animais e vegetais, na terra, nas águas e na atmosfera. Socio-bio-diversidade; proteção dos ecossistemas; defesa de práticas agrícolas familiares, saudáveis, orgânicas, integradas ao meio ambiente e às culturas tradicionais.
6. Auto-organização e redes. Favorecimento da formação de redes baseadas em solidariedade, apoio mútuo e visões não sectárias de coletividade. Construção de espaços múltiplos de diálogo, de associações comunitárias, de fomento de projeto e de ações construídas coletivamente de forma horizontal e descentralizada.
7. Democracia participativa: participação mais ampla da sociedade em conselhos municipais, estaduais e federais. Comunicação pública mais ampla e transparente entre governos e sociedade civil. Mais espaços de abertura para que a inteligência das diferentes redes possa se traduzir em políticas públicas responsáveis e efetivas.

Fazemos coro a diversas outras instituições que, neste momento de acirramento político e de disputa eleitoral, relembram compromissos e aspectos que deveriam estar presentes em quaisquer grupos que governem o país e os estados pelos próximos anos. Acreditamos que os candidatos deveriam esclarecer suas posições diante desses valores humanos, sociais e ambientais, bem como suas proposições, metas concretas e indicadores que planejam para seus governos. Para além disso, reafirmamos nosso esforço contínuo, individual e em rede, para que a manifestação desses valores e princípios sejam ampliados e consolidados em nosso tecido social.

Viamão, 21 de outubro de 2018

Subscrevem este documento:

Centro de Estudos Budistas Bodisatva (CEBB)
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)
Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (FONAPER)
Instituto de Estudos da Religião (ISER)
Iniciativa das Religiões Unidas (URI)
Observatório Transdisciplinar das Religiões de Recife
Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN)
Via Zen -- Associação Zen-budista do Rio Grande do Sul
Instituto ZEN Maitreya
Tekoá Anhetenguá (Guarani)
Assentamento Filhos de Sepé:
Grupo ‘Mulheres da Terra’,
Grupos de Certificação Orgânica ‘Vandana Shiva’ e ‘Adão Pretto’

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

ZAZENKAI no INSTITUTO ZEN MAITREYA

Retiro de um dia com Monge Seikaku e Ricardo Ensho 

Participação da mestra de Yoga Mercedes Bode



DATA
Sábado e domingo, 10 e 11 de novembro de 2018

LOCAL
Rua Riachuelo 301 e 305 – Centro Histórico - Porto Alegre-RS

VAGAS LIMITADAS 

VALOR SUGERIDO: R$ 140,00 (cento e quarenta)
O pagamento poderá ser realizado mediante depósito bancário Banrisul, Agencia 0032, Conta 39.069426.0-7 (José Celso Aquino Marques) ou diretamente no Instituto Zen Maitreya, das 9h às 12h de segunda à sexta-feira.

INCRIÇÕES: institutozenmaitreya@gmail.com
As inscrições são efetuadas enviando o formulário de inscrição (abaixo) pelo e-mail institutozenmaitreya@gmail.com até o dia 09 de novembro, às 12h

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CRONOGRAMA:

SÁBADO
18:00 Zazen 40’
18:40 Orientações aos participantes do Zazenkai

DOMINGO
07:30 Recepção e orientações
08:00 Alongamento (técnicas corporais)
09:00 Zazen 30’ (meditação sentada)
Tchôka (cerimônia matinal - recitação do sutra do coração e dedicatória)
09:30 Chá e lanche
10:00 Samu
11:00 Palestra – Atenção Plena (mindfulness)
12:15 Almoço informal
13:00 Intervalo (descanso)
13:30 Zazen 20’ (meditação sentada)
Kinhin10’ (meditação caminhando)
Zazen 20’ (meditação sentada)
14:30 Palestra – Os sete fatores do despertar – Perguntas e respostas
16:00 Chá e lanche
16:30 Zazen 20’ (meditação sentada)
Kinhin10’ (meditação caminhando)
Zazen 20’ (meditação sentada)
17:30 Roda do Dharma
18:30 Encerramento

Objetivo:
O Zazenkai (mini-retiro de um dia) é uma oportunidade para vivenciar um dia de imersão nos ensinamentos e práticas meditativas da tradição Zen-budista. A essência da vivência é baseada em disciplina, atenção plena, observação do nobre silêncio, vida participativa e colaborativa, cultura da paz e atitude de acolhimento entre os irmãos de prática.

Alimentação:
Para o almoço os praticantes devem trazer um prato vegetariano para fazermos, juntos, uma refeição comunitária. Lanches também são bem vindos para o período da manhã e tarde. No Instituto prepararemos chá, café e chimarrão (o Chima Zen) para todos.

O que trazer:
Os praticantes devem trazer: roupas leves, calças compridas e folgadas, camiseta, um par de meias brancas e chinelos para utilização exclusiva no Zendo (sala de meditação).

Como se portar e vestir-se:
- Durante o retiro não é permitido o uso de bermudas, saias, tops ou camiseta regata;
- Para a prática do zazen recomenda-se a utilização de roupas folgadas para facilitar os movimentos e a circulação sanguínea, o uso de calças jeans é impróprio;
- Manter o nobre de silêncio é parte do treinamento, em caso de necessidade falar em voz baixa e no Zendo (sala de meditação) falar sussurrando ao pé do ouvido.


ATENÇÃO AOS AVISOS: 
01) O valor da inscrição R$ 140,00 (cento e quarenta reais), será destinado, em parte, para equipar a cozinha do Instituto Zen Maitreya;

02) O nobre silêncio deve ser observado durante todo o período de prática;

03) A alimentação oferecida deve ser simples e adequada para nutrir e favorecer a prática;

04) Os participantes são encorajados a participar do início ao fim do Zazenkai

05) É solicitado o uso restrito de telefone celular e eletrônicos.

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FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO 

Nome:
E-mail:
Telefones:
Data de Nascimento:
Restrições Alimentares:
Tem experiência com meditação? Qual técnica?
Participou de retiro? Qual?
Toma medicamentos? Quais?

(enviar para institutozenmaitreya@gmail.com)
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RICARDO ENSHO

É terapeuta corporal (Zen-shiatsu) e escritor, discípulo do mestre indiano Osho e do mestre Zen-budista japonês Moriyama Roshi, de quem recebeu o nome Ensho e o grau de professor Zen. É autor do livro “Shigetsu o dedo que aponta a lua – A meditação Zen na vida diária.

MERCEDES VASCONCELLOS BODE

Uma das primeiras mestras de Yoga de Porto Alegre iniciou os trabalhos com Hatha Yoga na década de 70, a partir do contato com seu primeiro mestre Cosmelli. Na década de 80, com os mestres Paulo Murilo Rosas e Glória Arieira, iniciou os estudos de Vedanta e Dakshina Tantra, práticas e estudos que desenvolve até hoje. Dirige a escola de Yoga Ganesha Puja, há mais de 25 anos. Estuda simbolismo e mitologia Hindu e faz viagens regulares em grupos de estudos para Índia.

MONGE SEIKAKU

Pioneiro do Zen Budismo e do Movimento Ecológico no RS. Foi professor de filosofia e iniciou sua prática de Zen Budismo no Templo Busshinji SP, em 1968. Hoje é monge budista da tradição Sotô Zen, ordenado por Saikawa Roshi (superior da comunidade budista Soto Zen Shu na América Latina) e dirige o Instituto Zen Maitreya, sendo monge orientador do Zendo Diamante, além de escritor, violonista, compositor e poeta.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Pronunciamento público de budistas gaúchos




O Budismo deve promover a cultura da paz

Diante de notícias veiculadas na imprensa gaúcha na semana passada sobre o caso de uma jovem que foi agredida fisicamente por três pessoas na rua, tendo o corpo riscado a canivete, conforme fotografias publicadas na mídia, e que registrou a ocorrência junto à autoridade policial; bem como diante do pronunciamento do delegado de polícia responsável pela investigação do caso, que afirmou se tratar de um símbolo budista, viemos a público explicitar nossa posição:

1 - A intenção do budismo é a promoção da cultura de paz. Nesse sentido, consequentemente, repudiamos a violência em todas as suas manifestações;

2 – A interpretação dos símbolos budistas é uma atribuição exclusiva das instituições budistas que não pode nem deve ser indevidamente apropriada por agentes públicos. No caso em questão, consideramos que a manifestação do delegado, associando a motivação da agressão a um símbolo budista, promove uma justificação religiosa que, na forma como foi expressa, induz indevidamente à violência, sendo um exercício abusivo da sua autoridade com sérias repercussões danosas ao budismo e à sociedade, induzindo a opinião pública à errônea interpretação dos fatos.

Assim, consideramos importante uma retratação pública da autoridade policial e medidas concretas do Governo do Estado em relação à omissão que vem apresentando no sentido de garantir a segurança da população no atual quadro de acirramento crescente de casos de violência neste período eleitoral.

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018.

Monge Seikaku (Celso Marques) – membro da ordem Soto Zen - coordenador do Instituto Zen Maitreya
Joaquim Monteiro – ministro do Dharma - Honpa Honganji

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Levante-se Contra o Sofrimento: Uma Chamada para a Ação por Professores Budistas

Por Bhikkhu Bodhi, Myokei Caine-Barrett, Norman Fischer, Joan Halifax, Mushim Patricia Ikeda, Jack Kornfield, Ethan Nichtern, Roshi Pat Enkyo O'hara, Lama Rod Owens, Greg Snyder, Gina Sharpe, Rev. angel Kyodo williams e Jan Willis.


Treze proeminentes professores explicam por que os budistas precisam estar politicamente engajados neste momento crucial da história do país, nesta declaração publicada na revista eletrônica “Lion’s Roar” e assinada por mais de 140 líderes budistas.

“Enquanto uma sociedade proteger os vulneráveis entre eles, 
poderão esperar prosperidade e não declinar.”

— Buda, no Mahaparinirvana Sutta.

O Budismo não se alinha com nenhum partido ou ideologia. Mas quando um grande sofrimento está em jogo, os budistas devem se posicionar contra ele, com bondade amorosa, sabedoria, mente tranquila e coragem.

Comprometidos com a compaixão, seguimos o exemplo da Bodisatva Kwan Yin, “aquela que ouve os lamentos do mundo.” Assim como ela, ouvimos os gritos das pessoas que sofrem e fazemos tudo o que está em nosso alcance para ajudá-las e protegê-las.

Neste tempo de crise nós ouvimos os lamentos de milhões que sofrerão as políticas retrógradas da nova administração dos EUA que atingem nossas comunidades mais vulneráveis. Nós ouvimos os lamentos de uma nação, cuja democracia e tecido social estão em risco. Nós nos unimos em solidariedade com muitos outros que também estão ouvindo esses lamentos, sabendo que juntos podemos ser uma força notável para a transformação e liberação.

Líderes religiosos e praticantes sempre desempenharam um papel vital em movimentos por justiça e progresso social, contribuindo com sua sabedoria, amor, coragem e comprometimento com os outros. Pessoas de todas as "fés" são necessárias nas linhas de frente agora, resistindo a políticas que causarão danos e oferecendo uma visão nova e positiva para o nosso país.

Acreditamos que praticantes budistas deveriam estar entre eles, juntando os braços com todas as pessoas de boa vontade para proteger os vulneráveis, para combater a violência sistêmica e opressão, e trabalhar por uma sociedade mais justa e cuidadosa. O Budismo é respeitado em todo o mundo como uma religião de compaixão e paz. Somos necessários e desejados neste movimento e temos muito a contribuir.

O budismo nos EUA reúne pessoas de muitas diferentes origens, interesses e visões. Alguns budistas enfatizam a prática da meditação, enquanto outros se concentram no estudo, na comunidade ou fé. Alguns são politicamente liberais e outros conservadores. Alguns preferem manter sua prática budista separada das questões políticas e sociais, enquanto outros estão profundamente engajados.

Porém, uma coisa nos une: nosso compromisso para diminuir o sofrimento de todos os seres. O darma não é uma desculpa para nos afastar do sofrimento do mundo, nem é um sedativo para nos levar confortavelmente através de momentos dolorosos. É um ensinamento poderoso que nos liberta e fortalece para trabalhar diligentemente para a liberação dos seres do sofrimento.

O que está acontecendo agora atinge diretamente o coração disso, nosso comprometimento central como budistas. Isso transcende nossas diferenças e nos chama à ação. Se as políticas da nova administração prevalecerem, milhões de pessoas em comunidades vulneráveis e menos privilegiadas sofrerão. As esperanças serão frustradas. Sem dúvida, vidas serão perdidas. O conflito internacional se intensificará e a destruição ambiental aumentará.

Encarando a realidade desse sofrimento, nos lembramos que tranquilidade não significa passividade, e desapego não significa não-engajamento.

Hoje nos perguntamos: o que significa ser Kwan Yin no mundo moderno? O que significa ser um cidadão-bodisatva, alguém que esteja disposto a se engajar com a sociedade para ajudar a proteger e despertar os outros?

Examinando nossos valores mais profundos como budistas, discernimos através da sabedoria os meios mais hábeis para viver e sustentá-los.

O ensinamento da sabedoria da interdependência é o guia do cidadão-bodisatva para a rede de causas e condições que criam o sofrimento.

Enquanto o Budismo tem tradicionalmente enfatizado as causas pessoais do sofrimento, hoje nós também discernimos como os três venenos da cobiça, agressão e indiferença operam através de sistemas políticos, econômicos e sociais para causar sofrimento em grande escala.

Enquanto continuamos a trabalhar com o ego e os três venenos em nossa prática pessoal, o vislumbre da interdependência nos chama para abordar as causas sociais do sofrimento também. À medida que resistimos à elevada ameaça de muitas políticas do novo governo, também reconhecemos que comunidades sub-representadas e oprimidas nos EUA há muito tempo vêm sofrendo devido à ganância sistêmica, agressão, aversão e indiferença.

A sabedoria da interdependência aprofunda e inspira nossa compaixão. Compreendendo que nenhum de nós está separado, sabemos que o sofrimento dos outros é o nosso sofrimento. Enquanto alguns argumentam que o princípio da não-dualidade sugere que budistas não deveriam se engajar ou tomar partido em questões políticas ou sociais, acreditamos que o oposto é verdadeiro. É pela razão de que nós e os outros não estamos separados que devemos agir.

Seja qual for nossa perspectiva política, agora é o momento para se posicionar em relação àquilo que importa. Posicionar-se em relação ao ódio. Posicionar-se pelo respeito. Posicionar-se pela proteção dos vulneráveis. Cuidar da terra.

Podemos ver claramente o trabalho à nossa frente. É o trabalho do amor e sabedoria em face do racismo, a violência baseada em gênero e orientação sexual, xenofobia, injustiça econômica, guerra e degradação ambiental. Temos que trabalhar juntos para mudar a maré para aquilo que beneficiará nossos filhos, o mundo natural e o futuro.

Como budistas, sabemos que a verdadeira mudança começa em nós mesmos. Devemos explorar e expor nossos próprios privilégios e áreas de ignorância, e encarar o racismo, misoginia, preconceito de classe e muito mais em nossas comunidades. Podemos dar um exemplo para a sociedade mais ampla, criando sangas seguras, respeitosas e inclusivas.

Nossas comunidades budistas podem se tornar centros de proteção e visão. Isso pode assumir muitas formas. Pode significar oferecer refúgio para aqueles em perigo ou habilmente confrontar aqueles cujas ações prejudicariam os mais vulneráveis entre nós. Pode ser também se posicionar pelo ambiente ou se tornar um aliado ativo para aqueles que são alvos de ódio e preconceito.

É verdade que nossos números são pequenos, mas podemos nos juntar a outros que compartilham nossas convicções e valores. Para aqueles que são novos nisso, por favor, lembrem-se de que há muitas pessoas que dedicaram suas vidas ao trabalho nas mudanças sociais. Elas usaram os meios hábeis de organizar e construir de forma compassiva movimentos sustentáveis. Encontre-as, envolva-se e aprenda com elas.

Enquanto compartilhamos um compromisso comum para aliviar o sofrimento de todos os seres, isso não significa que todos os budistas devam ou possam responder da mesma maneira. Alguns marcharão ou se engajarão em ação direta. Outros apoiarão o bem-estar da comunidade por meio de clínicas, jardins, reforma da justiça criminal ou empoderamento da juventude. Alguns trabalharão nas próximas eleições, alguns meditarão mais e outros tentarão ser mais bondosos e mais civilizados em suas interações no dia a dia. Algumas manifestações de Kwan Yin têm mil braços, porque há muitas formas de servir aos outros.

Por enquanto, nos preparamos para enfrentar tempos desafiadores e estressantes. Para prevalecer, precisamos estar firmes em nossos ideais atemporais de sabedoria, amor, compaixão e justiça. Devemos manter nossa fé de que, embora a ignorância e o ódio possam às vezes ser dominantes, através de uma ação combinada e pacientemente buscada, podemos criar uma sociedade baseada na justiça, amor e unidade humana.

Mais do que nunca, temos que ser bodisatvas compassivos, valentes e engajados. Como Kwan Yin, ouvimos os lamentos de um mundo em sofrimento e, com sabedoria e amor, respondemos.

Tradução por Marcelo Nicolodi e Thais Camomila
Transcrição por Thais Camomila

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Instituto Zen Maitreya convida: MUTIRÃO NO JARDIM ZEN - Neste domingo!

Venha entrar em contato com um pedacinho da natureza, ajudando a criar um jardim de inspiração japonesa no Instituto.

Vamos conversar sobre o que pode ser feito no jardim, ideias para pequenos espaços, plantas que se adaptam bem com pouco sol, como cuidar plantas em seu apartamento, ecologia, reciclagem, redução do lixo, compostagem e muito mais!

Será um belo encontro regado a chimarrão, o chima zen, e troca de boas energias em nossa Mandala do Jardim.
14 de Outubro de 2018

A partir das 9h.

Faremos uma sessão de meditação (Zazen) e seguimos com o momento de confraternização em nossa Mandala do Jardim.

Traga sua alegria, roupas confortáveis, o que tiveres de ferramentas de jardinagem e venha viver o agora conosco. 

Participação especial 

MIGUEL BAIERLE

Estudante de agronomia e membro do grupo UVAIA de Agroecologia.


OBSERVAÇÃO AOS HORÁRIOS:

09h - Chegada
09h e 15m - Início da Meditação (Zazen 40 min)
10h - Visita ao jardim, inicio da mandala, diálogos, chima - conversas, práticas e confraternização!


terça-feira, 25 de setembro de 2018

A estreia das TRÊS JOIAS - por monge Seikaku


A estréia do filme Três Joias em Porto Alegre, dia 23 de setembro de 2018, domingo, foi um acontecimento com um significado espiritual, cultural e de um valor incomensurável na atual conjuntura da globalização, do encontro e fusão de diferentes culturas, a nossa pluricultura ocidental com o budismo.

A peculiaridade do momento, na projeção do documentário e durante o encontro e debate, foi ter representado também o testemunho da chegada do budismo na própria vida dos palestrantes, do diretor e de diversos membros da comunidade budista presentes na platéia.
Ao final todos assistimos a um documentário sobre o budismo brasileiro, um filme sobre nós mesmos, as sanghas.

Para mim (monge Seikaku/Celso Marques), foi um grande presente, dos queridos amigos e irmãos no Dharma: Lama Padma Samten e monge Dengaku, do Kentaro Sugao, diretor do filme, que também é sacerdote budista da Terra Pura e de todos os envolvidos direta e indiretamente na realização deste maravilhoso trabalho documental e desse bonito encontro. Só tenho a agradecer. 

GASSHO!  





sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Lançamento Três Jóias neste domingo em Porto Alegre



Neste domingo 23/09, às 16h 
no museu Iberê Camargo


Lançamento do primeiro episódio da trilogia TRÊS JOIAS um olhar inédito sobre o desenvolvimento do budismo no Brasil. Revelando as três joias do budismo: Buda, Darma e Sanga, através de seus mestres, os ensinamentos e sua prática na vida cotidiana, a série de três episódios nos conduz a uma verdadeira viagem espiritual.

O primeiro episódio “BUDA: Mestres Brasileiros”, explora as impressões de importantes monges budistas brasileiros, sobre o budismo no país e as particularidades de sua prática. 

Mesa de Diálogos: Lama Padma Samten, Lama Jigme Lhawang, Kentaro Sugao, Monge Dengaku e Monge Seikaku



Próximos Episódios:

25/09 (terça), 19h -  “DARMA: Em busca do despertar” 
Mesa de Diálogos: Kentaro Sugao, Guilherme Erhardt e Carol Senna

29/09 (sábado), 16h - “SANGA: Vivendo juntos na diversidade” 
Mesa de Diálogos: Manuel Estivalet, José Ricardo de Oliveira, Monja Shoden e Dionísia.